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Ter um Fender Princeton “blackface” original no estúdio é o sonho de qualquer guitarrista ou produtor. Ele é conhecido por entregar um dos melhores sons limpos da história, além de quebrar de um jeito incrivelmente musical quando você aumenta o volume. Para colocar esse timbre histórico nas suas mãos, capturei um autêntico Princeton de 1964 com todo o cuidado, usando a tecnologia NAM A2 para preservar cada nuance, desde a dinâmica da palhetada até a compressão natural das válvulas. É aquele som americano clássico, estalado e cheio de brilho, mas com um corpo que preenche perfeitamente a mix e aceita pedais de drive como poucos.
O pacote foi montado pensando em resolver a sua vida de várias formas, seja para ensaiar, gravar ou tocar ao vivo. Incluí 14 capturas em DI, perfeitas para quem já tem seus próprios Impulse Responses preferidos e quer total liberdade para moldar a textura final do som. Mas se você quer plugar e ter o timbre pronto, fiz 28 capturas Fullrig. Elas trazem o sinal completo do amplificador cobrindo toda a curva de ganho, desde o clean mais cristalino até aquele drive morno e orgânico que é a assinatura sonora da marca.
Para registrar a versão Fullrig, o processo foi criterioso: microfonei o falante original Jensen P10R utilizando um microfone de fita Royer 121. Essa combinação de captação é um grande segredo de estúdio, porque o Royer consegue domar as altas frequências mais agressivas do circuito Fender, encorpando os graves e trazendo médios muito aveludados. O resultado é um som imenso e amigável, que não soa estridente ou cansativo de se ouvir.
História e Estética O ano de 1964 marcou o início da lendária era “Blackface” e o Princeton rapidamente se tornou a arma secreta dos maiores estúdios de gravação. O motivo era simples: ele tinha a potência ideal para você conseguir saturar as válvulas e tirar o puro timbre do power amp sem estourar os microfones ou derrubar as paredes da sala. Este exemplar específico tem mais de 60 anos de história e carrega todo esse tempo na sua estética. O tolex apresenta as cicatrizes de inúmeras sessões e a tela frontal possui aquele tom amarelado que nenhuma fábrica consegue imitar. É um pedaço da história da guitarra que envelheceu como um bom vinho e agora está pronto para dar vida ao seu som.

















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